Preservação

Ninho de ave quero-quero está protegido em Petrópolis (RJ) para Bauernfest

A recomendação foi feita por um biólogo especialista em aves que analisou as condições do ninho a pedido da Prefeitura. O espaço deverá ser monitorado mesmo durante a festa, segundo o especialista.

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25/06/2017 às 14:00
Por Redação

Uma ave da espécie quero-quero e os ovos colocados em um ninho no jardim do Palácio de Cristal, em Petrópolis, Região Serrana do Rio, dividem as atenções com a abertura da Bauernfest, cuja expectativa é atrair 320 mil pessoas.

A segunda maior festa alemã do Brasil será aberta nesta sexta-feira (23) com programação no palácio e no entorno. A preocupação é que o movimento de pessoas assuste e leve a ave a abandonar os ovos. A medida adotada pela Prefeitura até o momento é proteger o espaço com tapumes.

Especialista teme que ave abandone os ovos

Ave quero-quero fez ninho próximo ao local do evento (Foto: Arquivo Pessoal / Miguel Berredo)

A Prefeitura informou ainda que, caso a fêmea abandone o ninho, um veterinário será acionado para fazer o recolhimento dos ovos do quero-quero, e encaminhá-los para uma incubadora. O especialista orientou que não é recomendado remover de imediato o ninho ou os ovos.

A 28ª edição do evento acontece nos jardins e entorno do Palácio de Cristal e é considerada segunda maior festa do gênero do país, perdendo apenas para a Oktoberfest, em Blumenau (SC). Segundo a Prefeitura de Petrópolis, 320 mil pessoas devem passar pelo local do evento.

Placas de “não pise na grama” foram afixadas no local.

Ave quero-quero é considerada agressiva e territorialista

Quero-quero no Palácio de Cristal Petrópolis (Foto: Arquivo Pessoal / Miguel Berredo)

“A mãe pode tentar agredir quem chegar perto e abandonar os ovos. Além disso, o barulho da festa pode causar estresse, afugentar a fêmea e também matar o embrião”, explicou o médico.

A imagem da mamãe quero-quero ganhou as redes sociais e acendeu um alerta dos protetores de animais. Ana Cristina Ribeiro, coordenadora da ONG AnimaVida, por exemplo, mobilizou uma ação para tentar preservar o sossego da família.

“A situação é realmente delicada. Infelizmente deveria ter sido feita uma varredura no local antes da instalação da festa ou até mesmo a mudança de local, mas a gente entende que eles não teriam tempo hábil para isso”, lamentou.

Plano B

Caso o isolamento espante a mãe do ninho, o desafio será fazer o transporte dos ovos. O veterinário Felipe Facklan afirmou que já disponibilizou sua estufa (chocadeira) para abrigar os embriões. No entanto, ele explica que essa operação é complexa e exige cuidado.

“Os ovos devem ser colocados em uma caixa de isopor com vermiculita (granulado que mantém a temperatura dos ovos). Mas o grande problema é que eles devem ser retirados e colocados na caixa na mesma posição, sem sacudir, e trazer para a estufa”, explicou.

Fonte: G1

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