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Maior parte da população mundial enfrentará ondas de calor mortais até 2100

Pode ser muito tarde para reverter os efeitos das mudanças climáticas. Cientistas ressaltaram que 74% da população mundial será exposta a ondas de calor mortais até 2100 se o nível de emissões de dióxido de carbono continuar na mesma proporção atual

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26/06/2017 às 09:00
Por Redação

Foto com placa que adverte sobre perigo causado pelo calor

Foto: David McNew/Getty Images

Mesmo que as emissões possam ser reduzidas de forma agressiva, o mundo ainda enfrentará uma exposição de 48% no período estabelecido.

Camilo Mora, professor associado da Universidade do Havaí em Manoa, disse: “Estamos ficando sem opções para o futuro. Quanto às ondas de calor, nossas opções estão agora entre ruins ou terríveis”.

Mora também disse que muitas pessoas em todo o mundo têm enfrentando ondas de calor. Porém, seu estudo mostrou que, se isso continuar, as condições podem piorar muito, chegando a serem mortais.

O corpo humano só pode ajustar-se a uma faixa limitada de temperaturas corporais centrais, geralmente em torno de 37 graus Celsius. As ondas de calor podem ser especialmente arriscadas para a vida humana, porque o clima quente, a alta umidade e a elevação da temperatura corporal central podem resultar em condições que ameaçam a vida humana.

Segundo o Science World Report, a equipe de pesquisadores é liderada por Mora. Em sua extensa revisão da situação, eles descobriram mais de 1.900 casos de lugares nos quais as altas temperaturas ambientais provocam mortes desde 1980. Atualmente, cerca de 30% da população humana mundial está exposta a essas condições mortais.

Alguns locais que experimentam isso incluem grandes cidades como Nova York, Washington, Toronto, Londres, Pequim, Tóquio, Sydney e São Paulo.

A pesquisa de Mora observou as ondas de calor bem documentadas. Uma delas durou cinco dias e matou centenas em Chicago (EUA) em 1995. Uma onda de calor europeia em 2003 também provocou dezenas de milhares de mortes. Até mesmo em Moscou (Rússia), mais de 10 mil pessoas morreram devido a temperaturas letais em 2010.

Entretanto, os números atingiram cerca de 50 mil pessoas em todo o país.

As ondas de calor são mais comuns do que as pessoas pensam. Na realidade, os níveis de umidade, combinados com o calor, desempenham um papel importante nas mortes causadas por esta situação.

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