Altruísmo

Jornalistas se unem para ajudar cadela a reencontrar tutor em Portugal

Três jornalistas portugueses, todos de serviço em Pedrógão Grande, região central de Portugal, na cobertura dos incêndios que assolaram o centro do país nos últimos dias, tornaram possível o reencontro entre uma cadela e o seu tutor.

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25/06/2017 às 14:30
Por Redação

A cadela chama-se Tyaska e, apesar do tamanho, só tem um ano. Andava perdida na zona da Sertã, sem coleira, quando, na madrugada de quinta-feira, foi encontrada pelos jornalistas Joaquim Reis, da Antena 1, e Francisco Leong, da agência France-Presse. Falhadas as tentativas imediatas de encontrar o tutor de quem a cadela teria fugido, Joaquim colocou-a no carro e a levou para sua casa, em Coimbra.

Através de publicação na Internet, tutor ficou sabendo o paradeiro de cadela desaparecida

Jornalistas se uniram para ajudar cadela (Foto: Reprodução / Jornal de Notícias)

“O meu Joaquim Reis, quando chega de reportagem dos fogos, costuma chegar queimado do Sol, com um cheiro horrível a fumo e muito cansado. Mas desta vez trouxe uma ‘menina'”, escreveu a mulher, Teresa Cardoso, esta quinta-feira, no Facebook, pedindo que as pessoas compartilhassem a publicação, para que a cadelinha pudesse reencontrar seu tutor.

Após mais de 700 compartilhamentos, a publicação chegou onde devia. A um festival de música, perto de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, onde Alan, o tutor da cadela, estava a acampar com amigos. Alan, de 21 anos, é francês e percorre a Europa a pé e de carona, com a companheira de viagens, a Tyaska.

Uma amiga do rapaz viu a publicação no Facebook e o avisou. Estabelecidos vários contatos com Teresa, Alan decidiu a ir a pé até Coimbra buscar a amiga de quatro patas. É aqui que entra José Luís Sousa, da agência Lusa, que também esteve em Pedrógão Grande nos últimos dias, e que, depois de tomar conhecimento do caso, se disponibilizou a levar Alan até Coimbra.

“De Pedrógão lá era perto… 25 quilómetros mais ou menos. Foi só um desvio… para quem fez quase 1500 esta semana nos incêndios”, disse José ao JN, esta sexta-feira, acrescentando que ficou comovido, tanto com o reencontro entre o rapaz e a cadela, esta quinta-feira à tarde, em Coimbra, como com a postura do rapaz perante os fogos que assolavam a região Centro.

Alan está em Portugal deste janeiro. De Coimbra, já partiu para o Porto,  de onde deverá rumar à Póvoa de Varzim. Com Tyaska e o seu “microchip” que, neste caso, de nada serviu porque a boa vontade de “desconhecidos” se antecipou.

“Teresa me disse que se despediram na estação todos emocionados e a Tyaska dentro do trem com o focinho encostado ao vidro da janela”, contou José Luís.

Fonte: Jornal de Notícias.pt

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