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Especialistas da área de saúde pedem que hospitais sirvam refeições veganas

Especialistas em saúde dos EUA têm pedido que hospitais que sirvam refeições veganas e eliminem as carnes processadas

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24/06/2017 às 20:30
Por Redação

A American Medical Association (AMA) – a maior associação de médicos e estudantes de medicina do país – quer melhorar a saúde dos pacientes, funcionários e visitantes – e adotou a medida para alcançar esse objetivo.

Refeição vegana

Foto Reprodução/Plant Based News

A Câmara dos Delegados da AMA acredita que isso ocorrer com  uma variedade de alimentos saudáveis – incluindo refeições à base de vegetais e com baixo teor de gordura, sódio e açúcares adicionados, além da eliminação de carnes processadas dos cardápios e da ingestão de bebidas saudáveis.

A resolução foi patrocinada pela Sociedade Médica do Distrito de Columbia e pelo Colégio Americano de Cardiologia.

O Stony Brook University Hospital em Stony Brook, Nova York, segue a maioria dos conselhos da AMA, segundo o Plant Based News.

O hospital fornece vegetais aos pacientes e apresenta opções vegetais saudáveis no cardápio. Segundo relatos, o chefe de cozinha do local proibiu o bacon, bebidas efervescentes e cachorros-quentes.

Essa abordagem parece estar funcionando. No relatório de Alimentação Hospitalar de 2016 do Comitê de Médicos – uma organização sem fins lucrativos de 12 mil médicos – o Stony Brook e o Hospital do Vale de Aspen tiveram empate na maior pontuação de alimentos do paciente.

No início deste ano, o Centro Médico da Universidade do Mississippi (UMMC) em Jackson, anunciou que não serviria mais cachorros-quentes aos pacientes. Isso coloca os quatro hospitais no campus da UMMC no caminho para cumprir a recomendação da AMA sobre carne processada.

Riscos à saúde

Aumentar a conscientização sobre os riscos para a saúde desses tipos de alimentos foi fundamental para estimular essa mudança: o Comitê de Médicos colocou um outdoor próximo ao Hospital infantil Batson da UMMC e enviou uma carta pedindo ao hospital que proteja os pacientes.

Os cachorros-quentes, juntamente com outras carnes processadas, são relacionados ao alto risco de câncer colorretal. Eles também são ameaçadores para crianças.

O Mississippi está incluído no que é conhecido como  “corredor do câncer do cólon” – um conjunto de nove estados com altas taxas de mortalidade por câncer colorretal, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Adicionalmente ao outdoor no Mississippi, o Comitê colocou outdoors e outras propagandas perto de diversos outros hospitais infantis localizados no corredor do câncer de cólon. A Academia Americana de Pediatria apoiou a iniciativa.

Estudos

A resolução da AMA retornou devido a inúmeros estudos que apontam que refeições vegetais saudáveis podem prevenir e até mesmo reverter condições, incluindo doenças cardíacas, diabetes e obesidade.

Além disso, a segunda recomendação da AMA, para remover a carne processada da alimentação, também é apoiada por fortes evidências científicas.

A Organização Mundial da Saúde alerta que as carnes processadas, incluindo cachorros-quentes e bacon, são “cancerígenas para os seres humanos”.

“Os hospitais que oferecem e promovem frutas, legumes, grãos integrais e feijões provavelmente reduzirão as readmissões, acelerarão os tempos de recuperação e irão melhorar a saúde em longo prazo dos visitantes, pacientes e funcionários”, afirma James Loomis, MD, MBA, diretor médico do Barnard Medical Center.

 

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