Surto

Cinomose mata cerca de 150 cães em quatro meses em Castilho (SP)

A informação foi dada esta semana pelo médico veterinário da Prefeitura, Fernando Luís Jorge.

280

25/06/2017 às 16:00
Por Redação

A falta de imunização de cães com a vacina (AV-10), somada à possível desatenção em não conferir as carteiras de vacina veterinária, vem contribuindo para um surto de cinomose que já matou aproximadamente 150 cachorros, desde fevereiro deste ano, em Castilho, São Paulo.

A cinomose é uma virose que ataca cães jovens e outros animais carnívoros e é de grande letalidade, afetando órgãos respiratórios com febre e secreções purulentas e também o sistema nervoso. Jorge alerta que a doença – que não tem cura – é transmitida pelas vias respiratórias e fica mais forte em ambientes seco e frio. O veterinário afirma que toda semana recebe vários chamados para sacrificar animais doentes. “Isso me dói demais.”

Tutor levando cadela em clínica para vacinar contra cinomose

O veterinário da prefeitura, Fernando Jorge, divulgou a informação nesta semana (Foto: Reprodução / Folha da Região)

Durante a reportagem feita pelo portal Folha da Região, Regiane da Silva França, 36 anos, tutora da border collie Neguinha, de 3 anos, teve que condenar sua companheira à morte. Segundo ela, a cadela apresentou os sintomas há cerca de 15 dias. Ela tentou tratamento, porém não resolveu e por ver o animal sofrendo optou pelo sacrifício. “Ela travou, está deitada, sua boca nem abre”, comenta.

MORTE

Outro caso ocorrido na semana passada foi com uma basset, de 2 anos, que também precisou ser sacrificada. “99% dos animais contaminados não sobrevivem. Nossa cidade já tinha casos, porém com números anuais de no máximo 40. Até agora, nesses quatro meses, os números mais que triplicaram e isso preocupa muito”, alerta o profissional.

A cinomose ataca cães principalmente em seu primeiro ano de vida, e pode também infectar animais mais velhos, que por alguma razão não tenham sido imunizados anteriormente, ou que por alguma doença esteja com o sistema imunológico debilitado. Ela pode atingir vários órgãos e é altamente contagiosa. O vírus sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio e pode durar até três meses no local após a retirada do portador. Mas é sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns.

TRANSMISSÃO

A transmissão ocorre por contato direto com outros animais já infectados (por secreção do nariz e boca), ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado ou por objetos que já tiveram contato com o portador da cinomose.

Dentre os sintomas apresentados nos cães estão a perda de apetite, corrimento ocular e nasal, diarreia, vômito e debilidades nervosas (tiques, convulsões e paralisias), dificuldade de respirar e febre. Se o sistema imunológico estiver baixo, ele pode falecer.

A doença se apresenta em fases, podendo pular uma delas eventualmente. Inicia-se pela fase respiratória (pneumonia e secreção nasal purulenta – pus) e ocular (secreção ocular purulenta, ou remela em grande quantidade).

COMBATE

Não existe tratamento para acabar com a virose. A melhor forma de prevenir é a vacinação – são três doses quando filhote, aos seis meses de idade, e depois uma dose anual.

Fonte: Folha da Região

Gostou? Colabore com a ANDA Saiba como