TÃO DO BICHO - PAULA BRUGGER

Algumas reflexões sobre o texto “Conservacionistas e ativistas dos direitos animais falam a mesma língua?”

Não é novidade o embate travado entre conservacionistas e defensores dos direitos animais. Nesse sentido vale a pena discutir a argumentação de um texto recente sobre o assunto – intitulado...

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23/05/2016 às 06:20
Por Redação

Não é novidade o embate travado entre conservacionistas e defensores dos direitos animais. Nesse sentido vale a pena discutir a argumentação de um texto recente sobre o assunto – intitulado “Conservacionistas e ativistas dos direitos animais falam a mesma língua?” – de autoria de Yara de Melo Barros (1) . Não vou entrar no mérito dos argumentos do artigo (2) que fundamentou a discussão proposta pela autora porque isso seria digressivo e tornaria o debate excessivamente longo. Todavia, é possível afirmar que, de fato, até o presente momento, a ética de conservação ambiental e a ética dos direitos animais têm pouco em comum, além do que poderia se chamar, de forma simplista, de uma “preocupação com os animais”.

Vejamos o que, no meu entender, procede ou não nos argumentos da autora. Em primeiro lugar, a autora está equivocada ao afirmar que na ética dos direitos animais a importância de espécies e ecossistemas é ignorada e apenas o bem estar de indivíduos é levado em conta. Penso que ela não compreende que a ética dos direitos animais é mais abrangente e inclusiva, ou seja, além de haver uma preocupação com espécies, há uma preocupação com indivíduos. Trata-se, portanto, de um posicionamento ético que engloba mais um nível – o individual – indo, dessa forma, além e não aquém da ética conservacionista tradicional.

Tal posicionamento equivocado tem origem provavelmente no fato de a ética conservacionista vigente ser dominada pela mesma racionalidade instrumental que se espraia por praticamente todos os campos do conhecimento no Ocidente. Além disso, esse campo do conhecimento se consolidou numa época histórica em que os estudos acerca da senciência animal eram anedóticos e incipientes. Hoje, entretanto, existem inúmeros autores e publicações da ciência mainstream que atestam a capacidade dos animais experimentarem estados emocionais como alegria, angústia ou medo, dentre muitos outros, além de serem capazes de estabelecer regras de convivência social e de exibir comportamentos como o luto e outros ligados à honra, empatia, justiça, etc (3) .

A perspectiva dos direitos animais transcende a racionalidade do conservacionismo estrito ao reconhecer tais capacidades nos animais e incluí-las na luta conservacionista. Isso obviamente fortalece a premência da conservação ambiental, pois adiciona um elemento ético que vai além da questão pragmática da mera manutenção da biodiversidade, um conceito que se encontra hoje bastante contaminado com a visão economicista dos chamados “serviços ambientais”. Agrega-se, portanto, à visão tradicional, uma dimensão que se perdeu na trajetória da ciência moderna: a do valor intrínseco não só da vida em geral, mas de cada uma dessas vidas também.

Outra questão que merece ser comentada no texto é a afirmação de que apenas a característica da senciência é merecedora de base para um julgamento moral sobre como se deve agir com os animais. Não sei bem o que quis dizer a autora com tal afirmação, mas não vejo problema algum em balizar o tratamento eticamente correto para com os animais nesse patamar. Richard Ryder (que cunhou o termo especismo), por exemplo, tem o posicionamento de que outros princípios e ideais morais foram propostos ao longo dos séculos, tais como justiça, liberdade, igualdade, ou fraternidade, mas esses são apenas pontos de partida para o objetivo final (a felicidade), o qual é alcançado por meio da libertação de todas as formas de dor e sofrimento. Defende ele, com isso, que a capacidade de sofrer (sobretudo a de sentir dor) é o fundamento mais sólido para balizar a questão. O valor da senciência e autoconsciência nos animais tem sido demonstrado, inclusive, no que tange ao seu aspecto evolutivo. Em outras palavras, não se trata somente de nos vermos obrigados a incluir os animais não humanos em nossa comunidade moral, mas também de compreender que seus predicados de senciência e autoconsciência constituem uma parte inseparável do processo evolutivo de toda a biosfera.

No que toca à criação de santuários, é oportuno esclarecer que tal prática é vista por defensores dos direitos animais como um paliativo, da mesma forma que campos de refugiados humanos são muitas vezes a única saída para evitar que estes sejam mortos. Estamos cientes, claro, de que o ideal é viver na natureza.

Já os programas de reprodução em cativeiro para conservação podem ser úteis em alguns casos bem específicos, mas o problema subjacente a essas práticas é que elas não combatem as causas da perda de biodiversidade. Tal tarefa, concordo, caberia à educação. Mas quais são os princípios que regem a “educação ambiental” dominante no meio conservacionista?
Nesse ponto do texto, a autora menciona justamente a importância do “trabalho de conscientização e educação que zoológicos e aquários podem realizar”. Entretanto, via de regra, a esmagadora maioria desses programas não vai além de uma instrução que versa sobre conhecimentos na área de zoologia e aspectos ecológicos e evolutivos das espécies em questão. É, portanto, um tipo de instrução restrito ao universo técnico-natural, no qual as dimensões históricas, políticas e éticas, entre outras, da problemática em questão estão ausentes. Além disso, esse tipo de instrução costuma desembocar em “atividades-fim” como o mero plantio de árvores. Embora os conhecimentos de natureza técnica sejam muito importantes, eles pouco têm a ver com uma visão abolicionista e não rompem com o paradigma hegemônico que foi justamente o causador dos problemas que vivemos hoje de perda de biodiversidade. Além disso, não é difícil compreender que, no caso de zôos e aquários, ao manter animais encarcerados – ainda que em alojamentos “espaçosos”, “enriquecidos” e bem cuidados – reforça-se, via “currículo oculto”, o antropocentrismo e o especismo. Animais nessa situação não são sujeitos de suas vidas, mas objetos de contemplação, aprendizado, etc.

No trecho “Preservação das espécies”, a autora afirma que o “pessoal da liberação animal não mostra interesse pela conservação de espécies se isso for às custas de animais em cativeiro”. Esta é uma verdade em muitos casos mesmo. Tal posição pode parecer intempestiva e inflexível aos olhos de pessoas não familiarizadas com este debate. Mas o fato é que a visão conservacionista clássica tem ignorado sistematicamente a pouca efetividade subjacente à conservação ex-situ. Criamos animais em cativeiro para reintroduzi-los na natureza ao mesmo tempo em que seus habitats vêm sendo sistematicamente degradados e suprimidos por ações antrópicas. Isso torna tal expediente, no mínimo, questionável. Talvez não haja unanimidade no que vou dizer, mas penso que tal ineficácia tem ligação direta com a visão ecológica rasa que domina as diretrizes educativas propostas por tais setores. Um exemplo emblemático é o fato de não haver qualquer discussão acerca dos processos produtivos que lideram tais problemas, como o setor agropecuário. Ao mesmo tempo, o “controle” de populações consideradas invasoras, via caça, é banalizado (4) e justificado cientificamente (sic) sempre que tais animais representem algum tipo de ameaça ou prejuízo para atividades humanas, sejam elas necessidades reais ou desejos hedonistas.

A autora cita Rodman (1977) que, segunda ela, afirma que “a cultura de liberação animal é uma filosofia antropomórfica, o que explica parte do seu apelo popular”. Aqui não há como concordar de forma alguma. Vale dar destaque à época em que Rodman fez tal afirmação (anos 1970), embora até hoje sejam acalorados os debates nessa área. É no mínimo bizarro rotular de “antropomórfica” a base filosófica da chamada “liberação animal”. Antropocêntrica, sim, é a base teórica do conservacionismo tradicional! Além disso, por propor novas pautas de conduta ética que exigem profundas mudanças nos valores e comportamento das pessoas – como, por exemplo, ser vegetariano ou vegano – a cultura da “liberação animal” tem mais chances de se tornar justamente o contrário: impopular.

A autora também destaca que o fato de os conservacionistas não terem indivíduos como prioridade não significa descaso, ou falta de preocupação com animais, e que todos que trabalham em zoológicos e aquários amam os animais. É difícil concordar com essa afirmação porque o “pantanoso” território do “amor aos animais” nem sempre é um salvo-conduto para uma relação eticamente correta para com eles. Conheço pessoas que dizem amar os cães, mas são incapazes de adotar ou ajudar um animal de abrigo, além de lhes negarem peremptoriamente aquilo que mais necessitam, como a liberdade. E isso, sem mencionar todos os outros animais que devoram em seus pratos: mamíferos, aves, etc, que possuem igual ou superior capacidade de senciência que os animais que dizem amar. O amor, decididamente, não é um parâmetro confiável.

Entretanto, o que mais se pode discordar nesse trecho do texto é a afirmação de que os conservacionistas tem uma “visão macro” que permite que pautem suas ações com o objetivo de conservação.Visão macro é justamente o que falta nesse universo de pensamento e ação, como veremos em seguida.

Por essa e outras razões, a proximidade com “benefícios financeiros” pode ser perigosa. Embora em situações extremamente urgentes práticas paliativas como a “distribuição de galinheiros a donos de sítios – a fim de que não matem lobos” – possam ter algum valor no curto prazo, tais providências não adentram o cerne do problema: os multifacetados males criados pela dieta carnista (5) . Dentro da perspectiva conservacionista clássica as espécies ameaçadas são, como afirma a autora, representantes de um processo de degradação ambiental e importantes para a integridade de ecossistemas. Não há como discordar disso. Elas são, entretanto, apenas o sintoma de uma doença que começa com a nossa relação com a natureza. E, dentro dessa relação, a dieta carnista é um exemplo de tema que jamais é abordado em programas educacionais. Salvo melhor juízo, este é um exemplo concreto de falta de visão macro.

Ainda no que tange à suposta vantagem dos benefícios financeiros, a autora cita o caso do Projeto Tatu-Canastra como um bom exemplo de recursos arrecadados por zoológicos e aquários que possibilitam a conservação de espécies na natureza. Não tenho como me pronunciar sobre o sucesso de tal projeto – uma vez que teria que conhecer sua trajetória – mas me permito discordar da assertiva: “sem zôos, sem projeto”. Tal afirmação parece partir do pressuposto de que a única forma de financiar o projeto em questão é por meio de recursos advindos de zôos e aquários, o que é uma falácia. Isso seria o mesmo que achar natural, ou até positivo, que a indústria de armas ou o setor petrolífero fossem a única fonte possível de recursos para programa sociais ou ambientais e que tais programas não pudessem ser financiados de outra forma. A todo instante nossos políticos tomam decisões que contrariam nossos interesses e implementam políticas públicas lesivas ao meio ambiente e à sociedae. Está na hora de termos uma visão macro sobre a inter-relação entre alguns impactos sociais e ambientais importantes, políticas públicas e setores da economia que são mais agraciados com nossos impostos.

Ainda sobre o potencial educativo dos zoológicos, no parágrafo anterior, a autora relata que a Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil fez em 2014 o “Ano do Tatu”, em parceria com o projeto Tatu-Canastra, para divulgar entre os visitantes de zoológicos a importância da conservação dos tatus brasileiros. Ela nos assevera que isso permitiu que a mensagem do projeto tivesse um alcance que dificilmente teria de outra forma. Entretanto, educação, de verdade, só acontece quando uma espécie bandeira (como o tatu-canastra) serve como um tema gerador para a discussão dos problemas que afligem tais animais, numa perspectiva holística, sistêmica, e na “espessura” do tempo e do espaço cultural em que vivemos. Essa mesma reflexão vale para outro exemplo citado pela autora: o mutum-de-Alagoas que, segundo ela, só existe ainda por causa da intervenção humana. Uma verdadeira educação deve mostrar o outro lado da moeda: o fato de ser precisamente a intervenção humana a causa do declínio de tal espécie. A autora relata que os últimos três indivíduos selvagens foram retirados da natureza enquanto a mata atrás deles era derrubada para o plantio de cana. Infelizmente, na maior parte dos programas educacionais que tenho visto tal problema é colocado sob o falso dilema entre “desenvolvimento” (sic) e a conservação da biosfera. Quem se beneficia de tais atividades, quem paga seu preço e se há alternativas ou não a tais modelos, são discussões normalmente ausentes nesses contextos. A isso chamei, anos atrás, de “adestramento ambiental” (6) .

Apesar de concordar com a autora de que seria muito positivo que conservacionistas e ativistas pelos direitos animais pudessem encontrar uma forma de colaboração e trabalho conjunto, tenho convicção de que ainda existe um hiato relativamente grande entre os paradigmas dessas duas correntes. Tal hiato não é de forma alguma intransponível, mas algumas questões centrais terão que ser ultrapassadas. Uma delas é o fato de abolicionistas terem uma visão mais ampla do que seja o “o inimigo comum” no que toca ao “uso insustentável dos recursos naturais”. Para os defensores dos direitos animais, não basta abordar a questão de forma maniqueísta: de um lado, nós, os bons amigos dos animais e da natureza; e de outro, as indústrias sujas e poluentes. Entretanto, os ambientalistas que conheço são – quase todos – churrasqueiros contumazes que, se pressionados, dirão que o problema não está em sua escolha, mas em falhas nos sistemas de fiscalização, nos modos de produção, etc. Isso não pode mais continuar. É hora de assumirmos responsabilidades e entendermos que cada um de nossos atos contribui para a construção de um certo meio ambiente em detrimento de outro.

Talvez sejam atitudes inflexíveis assim (derivadas do paradoxo “ambientalismo carnista”) que gerem posições aparentemente “radicais” como a citada pela autora: a de que “pelo prisma da ética de liberação animal, o resgate dos últimos três mutuns selvagens nunca deveria ter sido feito, pois os animais prefeririam estar extintos do que confinados para o resto da vida”. A autora enfatiza que “este é um exemplo do direito individual de cada animal colocado acima das prioridades de conservação e, mais, acima da razão e da coerência”. É impossível discordar do fato de que se trata, sim, de colocar direitos individuais acima de prioridades de conservação. Porém, algumas questões precisam ser pontuadas. A primeira, mais óbvia, diz respeito à efetividade de tais capturas, pelas razões já discutidas antes (diminuição e destruição de habitats disponíveis para reintrodução). Outra questão se refere ao grau de proteção que terão tais espécies reintroduzidas. Um terceiro, e mais polêmico, diz respeito ao porque de conservarmos a biodiversidade. Como destacado antes, a importância da diversidade biológica vem sendo progressivamente confinada ao território dos “serviços ambientais”, termo que desvela mais uma vez nossa visão instrumental e antropocêntrica da vida. Estamos mesmo preservando as espécies para seu próprio bem e para o bem da biosfera como um todo? Ou estamos preocupados unicamente com nossos interesses? Desculpem o toque de pessimismo, mas ao assistir perplexa a matança de predadores de topo, como uma família de lobos reintroduzidos em seus territórios de origem nos EUA, sob a acusação de terem atacado o gado (7) , perco toda e qualquer esperança de que estejamos preservando vidas, espécies e ecossistemas pelo seu valor intrínseco. Sobretudo quando se pensa que tais animais já não têm o que caçar, o cenário fica ainda mais sombrio. Gostaria de registrar ainda, nesse trecho do texto, minha discordância com a afirmação de que “este é um exemplo do direito individual de cada animal colocado acima (…) da razão e da coerência”. Pelos argumentos já expostos aqui, “razão” e “coerência” são dois termos incabíveis nesse contexto.

Vamos abrir novas fronteiras no pensamento. A instituição “jardim zoológico” vem sendo atacada em todo mundo não sem razão e os discursos que acusam os zoológicos de especismo têm fundamentos de sobra: colocamos a todo instante, e por motivos inclusive torpes, nossas aspirações de gratificação imediata acima das necessidades mais elementares dos animais não humanos. Impedimos que usufruam dos ambientes naturais e oportunidades ecológicas que estiveram presentes durante todo o seu período de evolução e os confinamos em espaços pobres, exíguos e deficientes. Dados de diversas fontes comprovam que nos zoológicos não há um espaço adequado para os animais; eles são acometidos de diversos tipos de comportamento anormal, repetitivo; animais que estão “sobrando” são mortos, ao mesmo tempo em que ainda se retiram animais da natureza; e, finalmente, os zoológicos não cumprem função nem de conservação, nem de educação (8).

Um dos traços mais marcantes de nossa cultura é uma relação com a técnica que nenhuma outra cultura humana jamais teve,
pelo menos que se tenha notícia. Entretanto usamos nossa tecnologia avançada de forma ingênua, acrítica e antiética, ignorando o que deveria ser seu mais nobre propósito: aliviar o sofrimento de humanos e animais.
Nesse sentido, vejo as exposições interativas de animais com tecnologia 6D ou7D como verdadeiras revoluções em múltiplos sentidos. Em vez de serem usadas somente com o propósito de entreter, tais tecnologias poderiam conter diversas mensagens realmente transformadoras. A mensagem mais importante seria exatamente a de caráter antiespecista: o papel da técnica na substituição de animais reais, livrando-os do sofrimento inerente aos cativeiros. Outro benefício que visualizo imediatamente seria poder recriar a riqueza dos ambientes naturais nos quais vivem tais animais, seu papel ecológico, suas regras de convivência, etc (9) .

Quanto à afirmação de que “aderir a uma filosofia que enfatiza a reverência à vida, mas ignora as condições para que ela exista, faz com que você seja infiel às suas próprias idéias” (10) , tenho a dizer que quem age dessa forma é justamente quem ignora as múltiplas e complexas inter-relações existentes entre o que comemos, vestimos e usamos em nosso dia a dia, seja no âmbito simbólico ou factual. Quem ignora essa complexa teia que envolve outra teia – a teia da vida – são os conservacionistas estritos. Não os defensores dos direitos animais.

Referências

1- Diretora técnica do parque das aves e diretora de comunicação da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil.

2- O artigo citado pela autora encontra-se disponível  aqui.

3 Veja, por exemplo, a Declaração de Cambridge sobre Consciência e os trabalhos de Marc Bekoff, Jonathan Balcombe e Jeffrey Moussaieff Masson.

4- A visão conservacionista clássica não demonstra qualquer respeito ou compaixão com os animais exóticos que se tornam “pragas”. Entretanto, tais animais eles também são seres sencientes!

5- O termo carnismo foi proposto pela psicóloga Melanie Joy, autora do livro Por Que Amamos Cachorros, Comemos Porcos e Vestimos Vacas – Uma Introdução ao Carnismo

6 – Brügger, Paula. Educação ou adestramento ambiental ? 3ªed. Chapecó: Argos; Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.

7- Sobre o lobo OR4 e sua família, abatidos a tiros por oficiais do Deptº de Vida Selvagem (EUA) após ataque ao gado, aqui.

8- Acesse, por exemplo, esse artigo.

9 – Um exemplo, ainda que muito incipiente, pode ser acessado aqui.

10 – Último parágrafo do texto aqui analisado

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